Bebé olimpico

Às quartas vamos lá jantar e o zé fica a dormir em casa da minha mãe. Tem terapia no dia a seguir e ela leva-o, é a única fora da escola.

Às dez lá vão eles. Chega à escola depois do almoço de todos, a minha mãe da-lhe o almoço queo pedro guardou numa caixinha. Depois a correr vai dormir para apanhar um bocado dos outros. Segue o dia com eles e quando acaba para os outros ele ainda tem mais duas terapias.  Espera pelo manel que tem natação e voltam às seis.

Rotinas normais e se estivéssemos a ser rigorosos levava com três horas de doman no bucho, ora rebola, ora sobe, mais umas palavras, umas músicas e uns sabores diferentes. 

Nos outros dias é parecido mas com as terapias na escola ou à terça na natação.  À quarta tem dia de folga e vai só à escola como os outros, das nove e meia às seis.

À noite é o último a querer ir para a cama e adormece com uma história.  Às vezes às oito e meia às vezes às dez ou onze quando temos jantares fora ou com gente gira em casa. Esta semana já tivemos dois, menos duas noites compridas. Tudo isto sempre sempre bem disposto.

É assim desde que tem meses, dois mais precisamente. Às vezes penso que no meio de tudo quase não tem tempo para brincar e em casa deixo-o sem limites.  Lá anda ele para traz e para a frente com a bola, com os carros ou a roubar coisas ao manel e esconder. Fica horas entretido sozinho. Provavelmente antes de queres brincar já alguém lhe tinha impingido os guizos ou as peças para por nos cubos.
Antes de pensar em gatinhar já lhe impingiam estar de quatro e antes de querer falar já teve horas de terapia da fala.

Sei que ele é feliz e adora todos o que trabalham com ele e isso é o mais importante.
De mim só quero que saibas que mesmo que não vás aos olimpicos já mereces a medalha.

[Sei que já não és, mas até ter outro és o meu bebé]

rosa amado

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