Dias sem escrever

Há dias que não escrevo, há dias sem nada para escrever.  Não que a vida tenha parado, há menos tempo, tempo que na verdade é o mesmo.

Podia escrever-vos sobre o manel que invariavelmente adormece quando chega a casa e se não temos o cuidado de lhe enfiar uma bucha rápidamente, nem fome tem, cai para o lado de cansaço.  Que já tive preocupada e até achei que podia ser grave. Agora acho só que ser criança também é cansativo e que judo e natação é dose, ainda mais quando lhes tiramos a sesta. Estás mais feliz que sempre e por isso já não estou preocupada.

Ou sobre os anos do João que foram ciganada de 3 dias com todas as capelinhas e convívio do bom. Que meteu vinho, noitada, monty python, um quasr cozido que deu em pastel, muita familia, queijos, hambúrgueres e presentes. Que estás mais velho mas isso ja toda a gente sabe, e vai estando contigo.

Ou podia escrever sobre a consulta que fomos antes disso tudo. Onde vimos este baby tão querido e quase com nome. Que ficamos com a respiração suspensa cada vez que demora mais a medir qualquer coisa mas que fora estes momentos não há stresses, só barriga a crescer e muita vontade de o ver nascer. E que está tudo bem claro, dentro do género meio feto/caveira que a idade implica.

Ou escrever sobre a minha avó, a coisa tão boa que tinha na minha vida e não tenho já e hoje faz anos disso. Que esperou por mim, por vir de bruxelas para a surpresa ao joka há 7 anos,  para se despedir com a tranquilidade de sempre e me fez sentir ainda mais especial. Da falta que me faz ainda hoje, das milhões de recordações que tenho. Era quase mágica e não era rosa se não fosse ela. Mas sendo que tu não tens mãe quase me sinto mal por ter tantas saudades da minha avó. Mas tenho imensas e oiço constantemente as coisas queridas que dizia tantas vezes.

Mas no fundo não me sinto inspirada para escrever sobre nada. Fica só isto.

rosa amado

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