O meu bicho feio virou modelo

A primeira vez que te vi pus as mãos à cabeça e pensei "uiiii coisa feia, como é que eu vou justificar este bicho".

Mãe de primeira viagem, depois de algumas horas de espera lá vieste tu que nem um boeing às 7:47. Olhei para ti cheio de porcaria nossa e não percebi bem o entusiasmo das enfermeiras, eras feinho que dói. Obviamente feliz e mais ainda de ter corrido tudo bem e ter acabado a matança do porco mas ainda assim estranhei não seres o meu príncipe encantado. As hormonas do parto talvez não tivessem ajudado, tanto romantismo para muita coisa e depois na hora H revelam toda a verdade.

Eras mini, sem bochechas como os bebés dos cremes e folhetos. Tinhas cabelo escuro à Artur Albarran e um nariz grande para uma cara de rato. Verdades inegáveis meu amor. Quando o João viu achou tudo isto e não foi preciso dizer-me para eu saber. Aquele amor que não se explica por uma coisinha tão feia, isso sim era romântico. Todos os que lá foram visitar disseram que eras lindo, faz parte do guião, está claro. E fizeram bem, já te chegavam os pais para te acharem feio e diz que nessa altura já ouvias bem.

Não diminuiu o meu amor por ti nessa altura, nem diminuiria hoje. Hoje olho para ti e babo-me, foste cresendo e tás uma brasa. Até que de repente até viras modelo, que orgulho. O meu né é um gatão e tudo a comprar Maria Gorda que é uma marca cheia de pinta.

Ainda bem que foste de feinho a brasa e não ao contrário. Gostava de ti na mesma mas não fazias estas coisas giras!

rosa amado

2 comentários:

  1. O Né é lindo, lindo!
    Uma brasa!
    E as fotos estão espetaculares.
    Parabéns ao modelo!

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