hoje é dia dez

É dia do irmão, 
dos irmãos neste caso.

Somos quatro e a mãe já acha que somos muitos,
nós cá achamos que não.

Somos todos unidos,
temos as nossas chatices,
há dias em que estamos mais tristes com um,
mas são raros.
Temos as nossas partidas,
os nossos mini-segredos que se sabem passado segundos,
coitado do manel que não sabe o que é um segredo…
e o zé?
parte-se a rir,
já o Xavier adormece cada vez que tento ter uma conversa de irmã mais velha.

São os meus pequenos e quando forem mais crescidos falamos melhor deste dia,
e já falamos os quatro,
ou melhor,
escrevemos todos juntos.

Quando penso em vocês,
 penso que é só com vocês que quero perder energias e ganhá-los e perdê-las e ganhá-las e voltar a perdê-las…
quero poder transmitir-lhes que podem confiar em mim sem que lhes tenha que o dizer,
aquelas coisas que só há entre irmãos.

Quero continuar a ensinar ao Manel tudo o que tiver,
que tanto adora aprender,
também aprender consigo quando todos os dias traz sempre uma novidade,
começa sempre assim “sabias que…sabias?”,
jogar futebol consigo quando sei que você é tão melhor e até me tenta ensinar,
quero continuar acordar e ouvi-lo dizer que você e o mano ainda não tomaram o pequeno-almoço porque esperaram por mim.

Zé Mário,
consigo também aprendo muito,
e ainda só tem dois anos,
é sempre muito querido com todos,
é inteligente e sabe perfeitamente o que faz,
já diz comigo “a-do-ro- -te”, (se calhar só eu é que ainda percebo).

Xavier,
grande explosão de sentimentos,
e ainda nem fala,
é o mais novo e nós manos deliramos consigo,
vá o Zé não controla tanta emoção e dá-lhe uma ou outra palmadinha,
mas é sempre para o seu bem.

Manos cresçam para então escrevermos aqui no blogue o dia do irmão,
 talvez sejamos doze mãos a escrever…
peçam de presente à mãe,
só faltam dois irmãos.

























Tânia Amado

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