Américo talhante e a surpresa dos vinte

Há duas semanas que a tua amiga madalena é para mim Américo Talhante. A coitada virou Américo no dia a seguir a desafiar-nos para fazermos juntos uma festa surpresa.

Estava escrito que este ano não havia festa por causa dos exames, mas a vida reescreve-se e por isso a história foi outra, ela desafiou e nós não resistimos. Um dia não são dias e toda a gente deve ter pelo menos uma festa surpresa na vida, é sinal que tem bons amigos e tu tens dos melhores, está visto.

Américo talhante e assim não desconfiarias se de repente trocasse imensas mensagens com a tua amiga querida, trocava já algumas é verdade mas isso é porque também é querida para mim.
Falamos em código de talho e em número de febras combinámos os detalhes. O talho foi tão completo que chegou a vender-me couscous vegetariano. Foi espetacular.

Apareceu antes da hora marcada e ajudou-nos a montar o arraial. O pingo doce também colaborou e pôs as febras e jolas baratinhas esta semana. Tudo se alinhou.

Foram aparecendo aoa bocados, já conheciamos quase todos e os outros ficaram logo familia. Os muidos de braços em braços e as coisas foram-se montando. Promessa de churrascada com teu pai na grelha, que isso não faz mal às costas que já tiveram melhores dias [problemas de idade com certeza].

Outra das tuas amigas, o Nuno Gomes [se esta coisa das alcunhas de nomes de homens pega pode tornar-se complicado] andou a varrer lisboa contigo para te atrasar em recados. Levou-te de manhã para estudar e só te trouxe para jantar. Tudo isto e ainda teve o descaramento de se convidar para o jantar que ias ter de família. Descaramento nenhum sabendo ao que ia e mesmo se não fosse que seria sempre bem vinda.

E foi assim três, dois, um que ela está a chegar e gritos de surpresa.
Eu tava cá dentro com o bezerro que berrava de calor mas também berrei quando entraste. À meia noite cantámos os parabéns como reza a lenda e ficaram em conversas pela noite dentro.

Foi assim que entraste dos vinte, cheia de amigos e alegria. Foi assim que devia ter sido bastava olhar para a tua cara.

Parabéns querida filha, por vinte anos e tão bons amigos, dos melhor que a vida dá.

Obrigada Américo e a todoa os outros por quilos de boas ideias e dedicação.  A vida não tinha metade da graça sem os amigos.

[Agora agarra-te aos livros senão tenho o joka à perna por causa dos exames quase quase a começar]

rosa amado

2 comentários:

  1. Derreto sempre mas de facto, como o povo adora proclamar, "quem meus amigos-familia beija, minha boca adoça"... muito bom post! Mas cuidado que com tanto elogio qualquer dia tanto o Américo, como o Nuno Gomes ou qualquer um dos demais amigos se armam em divas... pirosos já são. Ah! E falham redondamente numa coisa! Como assim não se fala dos super pais nem se comenta o óbvio? Pais que transcendem os neurónios de qualquer comum mortal com tanta bondade na simplicidade. Tanica que nos desinstala e nos faz ir a sitios que não ousamos sequer sonhar. No fundo... em casa dos Amados, amados somos! E assim, ninguém resiste. Que inspiração! Merci sans fin!

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    1. E não digo que este américo é espetacular?
      enche-nos de mimo e de palavras queridas!
      Esta casa que dizes tão amada é tua também e és sempre bem vinda! obrigada por estares por perto, continua sempre.
      beijinhos nossos

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