O Sol, a festa e o resto...

Caríssimos,

Tenho para mim que as coisas acontecem por alguma razão. O único problema é tentar perceber ou encontrar a razão. 

Sábado, 40º graus à sombra. Dia que exigia ida a banhos, praia, piscina. Acontece que este dia já estava reservado para a festa de final de ano dos míudos. 4 da tarde, pico do calor. duas mil crianças. Sol. Calor. Pavilhão sem ar condicionado. Portanto programa espectacular. Suei o dia inteiro até que desisti de suar. Síncope, desmaio ou outro tipo de condição médica estiveram perto.
Foram 2 horas e 48 minutos de festa. Havia os bebés, os bebés que andam, os miúdos pequenos, os médios e os grandes. Foi didático? foi... Foi interessante? foi... mas chiça, foram 2 horas e 48 minutos. Duas sessões independentes de ballet de 9 minutos cada. Judo... Marchas populares, lendas e ditados, em português e em inglês. As regiões de Portugal representadas, uma música para cada, incluindo açores e madeira. Sem telemóvel. A Rosa saiu a meio para tratar do mai novo que parece ser mais exigente do que os outros nesta idade. Ainda tive a fazer mentalmente equipas de futebol para me distrair, mas o meu cérebro não deixou.

Na verdade, estavam radiantes os miúdos. Todos. Os meus e os dos outros. Os professores, auxiliares e ajudantes com uma força inesgotável. Acaba por dar prazer ver toda uma estrutura em que os teus filhos estão integrados, onde passam muito do seu tempo. Sentes que fazes um bom trabalho a nível de delegação de educação escolar. Mas chiça, foram 2h48m, num sábado à tarde com 40ºC.

O Manel fez demonstração de Judo. Agora pelos vistos há cintos com meias cores. A economia dos cintos de judo deve estar fortissima. Temos o cinto branco, o arco iris, o branco-amarelo e o amarelo a caminho. Ele tropeça nas calças grandes demais, mas cai em cima de outro. Até parece judo. Mais não posso pedir. 

Depois aparece o Zé. Vestido de saco de grão.Um dos ingredientes principais do bacalhau com grão. Fiquei com fome. Muito se cantou sobre comida. Verdade que os meus príncipes estavam literalmente deliciosos. O Manel reapareceu a dançar numa marcha com uma míuda. Orgulho. Portou-se bem e não caíram. Mais não posso pedir. 

Foram 2 horas e 48 minutos complicados, mas acabas com a sensação de dever cumprido e que os teus filhos estão felizes. Mais não dá para pedir. Apenas que para o ano não estejam 40º, que não comece às 16 num sábado. Mas haverá sempre qualquer coisa. Há uma razão qualquer... Mesmo que não a percebamos, ela anda por aí...

Saravá,


João B. Amado

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