Parabéns pai zé

um dos meus pais faz anos, sim porque tenho dois. meio estranho se pensarmos que na verdade precisamos só de um, ou então não.

não foi uma coisa planeada, nem por mim nem por ele provavelmente. passar de dois a cinco não é para qualquer um, mas nunca pareceu muito assustado.

começou por ser um padrasto, coisa de cruela que não tinha nada a ver com o perfil. e depois as coisas foram crescendo, com tempo e paciência foi-se construindo essa tal coisa de pai. estava e está lá sempre. o primeiro a ajudar e apoiar. avô babado desde o primeiro minuto faz questão de não falhar nada de nenhum, nada.

veio pela mão de minha mãe claro está, entrou devagarinho e foi ficando, ficando até que ninguém mais o deixa sair. e daqui ninguém o tira.

não sei se saberia escolher melhor, provavelmente não. como não se escolhem os pais, não se escolhem os padrastos mas eles concordando ou não surgem e deixamos de estranhar. passam a fazer parte tão integrante da tua vida que já não faz sentido ser de outra maneira. e os anos apuram a coisa tal como no vinho.

é que esta coisa de família tem muito que se lhe diga e se é complicado a intimidade explica. ou não explica mas percebe-se.

o meu padrasto não é padrasto é pai. e hoje faz anos, muitos. parabéns ao meu pai zé que não me tendo dado nenhum gene me ensinou que a generosidade não se mede aos palmos, nem às toneladas, entrega-se o coração [inteiro].

rosa amado

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