seis meses e quase não te vi dormir

já lá vão sei meses, bem gozadinhos bem sei, mas nos finalmentes de quem vai deixar de estar sempre por perto realizo que quase nunca te vi dormir. aquela coisa mágica que nos deixa horas vidrada tal como o efeito lareira. deita-los a dormir e ficas ali por perto só a ver. inspira, expira, inspira, expira. e aquela cara mini completamente aterrada em cima da cama, ou de ti ou de onde for. mais ou menos tempo acontece sempre ficares ali a vê-los dormir.
ou então não.

realizo que de todas as coisas espetaculares que fiz estes meses quase não te vi dormir. quando caías para o lado ou andávamos a passear e eu olhava para o passeio ou estava por perto mas fugia. tratar de coisas, descansar, ir às compras, dar banhos, almoços, escolas ou o que fosse, não ficava para te ver aterrado. provavelmente não sentiste falta desse habito doentio dos pais sedentos como eu, mas só para não arriscar hoje dei tempo a isso. cinco/dez minutos, um quase lusco fusco, e lá estavas a transpirar tranquilidade como me lembrava que era, ou que devia ser. inspira, expira, inspira, expira. e só disso escorre baba de orgulho de mãe. e é só espectacular.

coisas estúpidas ou só boas neste dia do teu meio ano.
Obrigada xavi querido por seres meu só meu, agora vais ser de mais gente e depois só teu. raios estava a correr tão bem entre nós.

ps- meio ano depois já levava mais uma epiduralzinha só pela curtissão que foi. um coçar desenfreado misturado com uma leveza de quem nem quer saber que lhe vai sair o rossio pela betesga. grafismos à parte marchava bem uma epidural para fim de licença.

rosa amado

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