Sobre adoptar mini adultos

Quando veio cá para casa tinha 18, uma crescida. 

Não fazia parte dos planos dela ter a vida que teve até aos 18 nem dos nossos adoptar aos 30.
Mas de repente aconteceu quase que por magia. Fez sentido logo que soubemos que estava sozinha, fez sentido para ela logo que soube que era o que queríamos.

Dissemos-lhe na altura que passava a ser nossa, que não ia ser sempre como ela queria, nem sempre como nós gostávamos, mas que íamos fazer o melhor por ela. Não tínhamos a certeza se ia correr bem, ela também não, mas sabíamos que queríamos muito, muitíssimo.
E depois ficámos mãe e filha, como mãe e filha normais.

As finanças não querem saber, o apelido não pode ser oficial e quando preenches os papéis os pais são outros. Mas isso na verdade não importa. Explicas se tás praí virada não explicas se não apetece mas deixa de importar porque o que importa é o que sentem, o que se cria e o que vivemos.
Meio estranho e meio lamechas de explicar e por isso não falo muito para não parecer balelas.

Sábado aproveitámos a hora santa (três putos a dormir) e na tv dava uma história igual. Ficámos arrepiados de ver. Afinal há outras pessoas que ficaram mesmo pais mini adultos, e os sentem como deles. Como se tivesse nascido. De certeza que haveria claro, mas nunca tinha pensado nisso e foi bom demais saber que não estou a sonhar. Que há transferências de quem quer dar e de quem quer receber que faz com que tudo faça sentido, sem grande explicação. É assim e pronto.

Obrigada Daniel Oliveira por mostrares uma história como a da nossa filha tania (sem ser exactamente igual claro). #yourock

rosa amado

1 comentário:

  1. Um bem haja a vós enquanto casal e pais que adoptaram de coração um menina linda de 18 anos!!
    Acredito que seja um grande desafio, para ambas as partes, mas parece-me que todos se saíram muito bem...e quando assim é, ficam todos a ganhar e de parabéns!
    Parabéns à vossa linda família, sou uma fiel seguidora ;)!

    ResponderEliminar