um dia na Sábado



Enviaram um email por aqui, era a Ana. Perguntou se queria falar com ela sobre a adopção da Tânia e em segundos achei logo que sim. Tantas coisas que ela podia dizer e que podiam ajudar a mudar a sociedade e às tantas um juiz num qualquer tribunal passava a deixar perfilhar a nossa Tanica. Isso e dar a oportunidade a outros de verem que afinal adoptar mini adultos pode ser só espectacular, e mesmo com 18 anos ficam mesmo nossos filhos na mesma. Perguntei aos outros crescidos lá de casa e dissemos um grande sim. Primeiro ninguém queria falar ia só eu, combinamos almoçar. Fui com a Ana, muito simpática mais ou menos da minha idade mas ainda melhor, mai nova. 

Ela perguntou se podia gravar e disse-lhe que sim que aproveitasse o que achasse que dizia de jeito. Falamos, falamos, falamos. contei desde que nos conhecemos até aos dias de hoje, dos primeiros dias meus e do joão, de como lhe apresentei logo a tania na primeira vez que viemos juntos a portugal, de que ele queria logo adopta-la com 3 meses de namoro nosso, de que foi ao nosso casamento, de que tivemos um tempo sem falar tanto com ela a ver como corria do outro lado e que depois nos voltamos a ver e jamais nos largámos. contei detalhes e generalidades, algumas das quais passam por aqui. Falei do blog e que o criamos para esse sentido de família e para todos os que nos conhecessem pudessem saber de tudo e não terem de nos perguntar a todo o lado que íamos, ficariam a saber o geral e já não haveria duvidas de onde tinha aparecido. foi mais de uma hora de conversas, disse-lhe no fim que era injusto e que tínhamos de combinar outro almoço para ela me contar também da vida dela, coitada acabei por não saber nada. ossos do oficio disse ela.


Depois ligou e perguntou se podia falar com a Tanica. ela meio reticente disse que sim, não tinha medo nenhum de falar mas há sempre segundas interpretações do que se diz e detesta isso. lá a convencemos, era importante saber o que sentia, e se nos primeiros momentos teve medo que não fosse verdade e que a qualquer momento lhe dissessem que já não era família, isso ficou lá para 2013 e hoje nem se pensa nisso. Nem ela pensa nem nós deixamos, é nossa e ninguém nos tira. Depois foi o joka chamado à recepção e toca de botar discurso e no fundo já estávamos todos orgulhosos.
Certo dia foram ter connosco para tirar a foto de família, tanica cheia de vergonha do destaque mas muito bem na fotografia.


Tudo ansioso para ver o que saía. é sempre estranho ter alguém a escrever de nós, sabemos que nunca escreve igual ao que escreveríamos e ao mesmo tempo é uma maneira de ver a história. e um dia ia ser o dia de ver como ficou.
Hoje foi o dia, não foi sábado foi terça mas é a Sabado que escreve pelas mãos da Ana.


Obrigada por contarem a nossa historia e levarem mais pessoas a acreditar e adoptar miúdos mais velhos, são só espectaculares.

rosa amado

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