2 anos de muito!

Caríssimos,

Faz por esta altura dois anos que a Tanica se mudou de armas e bagagens ( e tanto mais) lá para casa. Ao mesmo tempo que passou a correr, parece que sempre viveu connosco e que sempre foi nossa. A verdade é que já não conseguimos viver com ela e como qq filho, qd passa mais de um dia sem a ver ficamos com saudades instantâneas. 

Ao mesmo tempo, ainda há muito pouco tempo, eu tinha vida de sair, dormir fora, fazer maluquices e viver para o dia, que me faz cócegas (lacking a better word) ver a Tanica ser tão responsável por um lado, mas tão social por outro. As saídas constantes (durante férias e fins de semana), sem saber bem a que horas chega, se vem jantar, com quem está, a fazer o quê... Dou por mim a pensar na minha mãe e no que pensaria ela, quando eram 6 da manhã e eu ainda não tinha chegado...No que faria nos fins de semana que passava fora. E ganho assim tiques de ansiedade de pai galinha, acordando de hora a hora para ver se a luz das escadas ainda está acesa (sinal que ainda não chegou), e se a M. de Belém ainda está a ressonar no nosso quarto.

Ao mesmo tempo que eu a Rosa jantamos os 2 (o que é óptimo, pelo óbvio), faz a Tanica muita falta qd não está. Nem que seja para se rir das minhas piadas, que já não fazem rir a minha (já sob o efeito de 8 anos de piadas) querida esponja. 

Tenho 35 anos, mas já começo a ver o filme de começar ter os miúdos a ficarem independentes, e nós a pensar que são nossos para sempre. Mas de facto nós só tratamos do ninho e enquanto eles cabem lá. Depois começam a voar e os que ficam no ninho ficam-se pela anatomia de Grey e pelas Kardashians (sim eu vejo as Kardashians). E o mundo continua a girar e nós a vê-los passar.

Hasta siempre

Joka Serpentina

João B. Amado

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