sobre tirarem fotos para marcas

aquele mix entre por-los a trabalhar que pode ser pouco ético ou expor-los talvez mais.

no caso do manel começou com um sim a umas primas. nao vejo mal e se as ajuda tudo bem, não o magoa e não incomoda. daqui a uns anos não saberão que é ele, mas ele cheio de orgulho dirá que foi.

tem de ser até até ao limite em que ele não queira mesmo e que o deixe desconfortável. aconteceu logo na primeira vez. dois anos, quase três e não queria largar as minhas saias para ir para o meio dos holofotes. aquele mix entre insistir porque nos comprometemos e respeitar porque tem vergonha. acabou por não fazer muitas. depois percebi que era bom para ele ultrapassar a vergonha, ou pelo menos perceber melhor de onde ela vinha. se tem agora talvez tenha mais tarde e talvez seja melhor para ele ser menos envergonhado. ou não, mas ver melhor. e foi vendo e fazendo e com cuidado vamos percebendo. recebe cromos de pagamento e o dinheiro vai para a poupança dele, um dia pode dar-lhe jeito.

ao zé a mesma coisa. não tem vergonha e não se importa. faz e ri-se e adora. no caso dele ganha especial importância porque normaliza o que para o mundo ainda é meio estranho. um trissómico modelo ou é por pena ou por favor, nunca pensamos que é mesmo por ser giro. mas pode ser. o meu zé é um gato, como outros.

e depois o xavier. o rato de olhos claros e sobrancelhas de crescido. com ar de poucos amigos e um sorriso cheio de dentes. 

não sei se se importam e a verdade é que não pergunto nem explico disclaimers de cedências de imagens e afins. tal como não tomam decisões em tantas outras coisas da vida por eles próprios, tomamos nós por eles. 
e vão criando um pé de meia deles. [e umas fotos para mostrar às miúdas um dia]

Maria Gorda 2012 e 2014



 Cânte 2015









rosa amado

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