Viver para momentos que não se põem em palavras

Era a frase que precisava para tentar fazer o que diz na frase ser impossível.

Foi o mote da semana que passou. Um caos de emoções boas e más que faziam com que não conseguisse estruturar nem uma legenda para uma foto.

Maior preocupação da semana foi o tal amigo no hospital e tentar de tudo para diminui o desconforto* de todos com isso, principalmente da família dele, sendo que a ele não podíamos ajudar tanto. Sabemos que os amigos são para os bons e maus momentos mas dá mais preguiça dar o litro nos maus. Não é por mal mas, sendo difícil adivinhar o que o outro quer ou precisa, deixamos de tentar. Desta vez levámos isso com uma missão de família e foi giro ver como para todos nós isso era o mais importante da semana, sem nunca ter sido muito combinado éramos os backups uns dos outros para ajudarmos o melhor que sabíamos. Nós e tantos outros amigos.

Outra coisa que vai ficar na lista de coisas a repetir é levar a sério coisas pequenas como surpresas à janela do quarto do hospital, para nós é meia hora de tempo para quem tá do outro lado é uma força que pode fazer a diferença. Mentirinha porque para nós afinal não é só meia horinha, é uma alegria do caneco ver que ficam tão contentes com uma coisa tão básica, e quase choramos de emoção.
Se tiverem amigos no hospital toca a fazer surpresas giras para lhes animar o dia.

E para completar tudo o que se vive e não tem descrição possível nada como um molhão de clichês como "os amigos são a família que escolhemos", "o que não nos mata torna-nos mais fortes", when the going gets though, the thought gets going [passou a ser um cliche agora], fia-te na virgem e não corras [deixa-te estar quietinho que ela não dorme e vai resolver], "um por todos e todos por um" à moda do dartanhã e o "tudo está bem quando acaba bem".

Para rematar so a importantissima nota que é tambem nestas horas que se descobrem os verdadeiros herois, aqueles que mesmo sem capa seguram o mundo e nos fazem continuar a acreditar.

*desconforto que pode ser substituído por dor, impaciência, saudades e tristeza de o ver mais em baixo.




rosa amado

Sem comentários:

Enviar um comentário