Praha em três dias

Estou em praga a fazer voluntariado, acordamos às 07h30 (06h30 em Portugal), o pequeno-almoço começa às 08h00 e começamos logo a limpar a quinta, arranjar o que for preciso, limpamos tudo, mimamos os cavalos, limpamos a "mierda", muita, desculpem a palavra, mas é mesmo muita, neste momento já nem sei distinguir o meu cheiro antes e depois de tomar banho, até já pensei deixar de tomar banho.
Trabalha-se muito aqui na quinta, precisam muito da nossa ajuda e nós ajudamo-los muito mais do que estavam à espera.
Fazemos atividades acerca de conflitos pessoais e com os outros e uma coisa interessante é que a nossa decisão às vezes não é igual ao outro, por mais que achemos a mais correta, não é a opção do outro e aqui também percebi que está relacionado com os hábitos, os costumes de cada país.
Aqui no campo sou a única portuguesa e estão pessoas de várias nacionalidades, agora a escrever só me vem à cabeça em inglês ou em espanhol, ouve-se muito de tudo e aprende-se bastante. Vamos aprendendo checo, não muito, mas dá para agradecer ao nosso cozinheiro. Em checo obrigada diz-se " Dëcusi" ("mierda" diz-se "hovno").
A mulher do cozinheiro ri-se e fala checo como se eu entendesse, mas quando se ri, também me rio, agarra-me com uma força e dá-me beijos como se fosse a melhor amiga, posso ser, não me importo, se ela soubesse que não entendo nada do que diz, teria-se poupado, mas tudo bem.
Por hoje fica esta pequena experiência em praga.

Tânia Amado

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