ao terceiro fazes tudo errado

sou das que tinha filhos fáceis. dormem em todo o lado, comem de tudo e foi sempre assim.

adormecem com luz, na praia, no carrinho ou onde for. acordam descansados e felizes.
comem o que lhes derem e de pequeninos. sopas e leite frio em pequeninos, do biberão que houvesse e se grandes esquisitices. não havia cá cenas de só gosto de maminhas.
gostando menos ou mais de chucha, tinham a deles e acalmavam-se quase sozinhos.
quando começaram a comer, comiam. segui a receita e resultou. sopas e papas e depois sólidos. comiam que se lambiam mesmo sem dentes.

este badocha adormece ao colo, na cama não lhe apetece. não gosta de chucha, nem de biberão. já tentámos de tudo.
come sopa e papa mas sem paixão, faz com que me acorde lá para as 4 da manhã com fome que já não tinha.

pensas o que foi diferente, o que desaprendeste e o que era e não é. com a experiência devíamos aperfeiçoar a cena, se não pensarmos que com 3 à perna fazes o que está mais à mão para controlar o caos e não perdes o tempo que perdias a ensinar como deve ser.

se chora nem pensas e pegas, se tem fome dás e dás quente para que não falhe. se tem sono, fazes de quase tudo para dormir e já só vai de embalo. e depois de trinta minutos em que alguém lhe espeta um biberão sem sucesso, desistes porque não queres que te acorde à noite com fome.

xavi, xavizinho, meu xavichato. não és insuportável mas é o pior dos meus. a vida é dura e tens medo que eu fuja para um dos outros a qualquer minuto, não vai acontecer, prometo. mas vou-te amançar. estou só a avisar.




rosa amado

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