Férias em [praia] grande

É assim que chama o Né, é assim que fica.
Únicos netos, únicos sobrinhos. Mais adultos que crianças. Mais mãos que (des)graças.
Avós babados com horas de paciência. Paciência de horas para tudo o que é ciência.
Quatro ou mais tios que chegam cheios de amigos. Todos pegam, todos brincam, todos sabem quem são.
Horas e horas de atenção.
Colos, cavalitas, arrastados e pelos ares. Pirulitos, amonas e megulhos de lançamento.
Quarto só deles e mimo, tanto mimo.
Tios para remates, para pranchas e cobrar beijinhos. E as "tias" que aparecem com eles.
Gelados, bolas e jolas.
Vão com todos, são de todos.
Apaixonados por eles.
Grelhados, jantaradas e muito vinho. Cartadas e muito peixinho. Horas no toma lá dá cá e a paciência do avô.
Pegadas de dinossauros com o tio Lourenço. Cerveja com o tio manel. Natação com o tio nuno. E remates com o tio fico.
E a carmita que não falha com o jantar, nem almoço, nem pequeno almoço para a mãe dormir mais.
Noitadas para uns mais do que para outros e ressacas disso tudo.
A avó para isto, para aquilo e para tudo.  A avó que vão acordar logo que abrem a pestana.
A tania arranja companhia, agarra amigos e faz mais novos. Programa de praia, de fim de tarde e de noite. Programas de crescidos. E depois foge mas volta sempre para mais.
Peixe da praça e sardinha assada.  Passeios prometidos e quilómetros perdidos. Ver passar o eléctrico mas nunca o conseguir apanhar. Saltar de festa em festa de bifana e e churro na mão. Meteu Quim Barreiros e tirou a asneirada toda cá para fora.
Dias de verão cheios de sol e outros cheios de quase inverno.
Na praia de sempre, a grande e pequena, a que me lembro, a que me conhece, e que já lhes diz qualquer coisa a eles.

rosa amado

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