18 de abril

no dia em que me pediste em casamento falaste logo deste dia.
é o dia em que a minha querida avó Rosa faria anos e seria sempre uma maneira de a ter a festejar connosco. achei delicioso sugerires e foi mesmo. o dia em que nos casámos.

levantei-me de manhã depois de uma noite que se pode dizer descansada.
apareceu um sr para me pentear e começou a dança. a minha querida mãe claro está sempre por lá e o resto da família. depois foram chegando as madrinhas, faziam companhia, vestiam-se e vestiam-me a mim. depois a tanica e a fatinha e quando estávamos todos e chegou a hora fomos. mal sabíamos nós a importância de ter lá a nossa tanica. 
meia hora depois da hora do previsto para toda a gente ter tempo de chegar e uma temporal de fundo. vejo isso nas fotos mas na verdade no dia nem dei bem por isso.

o mais dificil de tudo foi entrar na igreja. tudo de repente a olhar para mim e eu sem saber bem o que fazer. decidi começar a acenar a todos e dizer olá, o poço de formalidade do meu pai ficou meio baralhado, o joka que já ia quase no choro mudou logo para o riso de vergonha de me ver naqueles preparos.

ao som dos primos e irmãos do joão, com o tio padre Roque no altar lá fomos nós bem casadinhos. não me lembro de nada do que disse mas lembro-me de sentir uma alegria incrível e estar a começar o que era um sonho meu contigo. rimos os dois e recheados de madrinhas e padrinhos tudo correu na perfeição.

depois foi a festa, um festão. muito mais do que precisávamos muito mais do que se podia querer. a minha mãe e o pai zé trataram de tudo. da luz ao m&m nada falhava o pantone. digno de princesas.
O turbilhão de fotos lá foi mas com os noivos a fingir, e nós, nós estávamos por lá só a absorver.

conhecíamos toda a gente na sala, fizemos questão disso. fomos entregar os convites em mão, dois meses disso mas que valeram bem a pena.

depois veio o indiana jones e entrei às cavalitas do joka pela sala a dentro. não foi uma cena prevista mas à ultima pensei que era a melhor maneira de ter tantos olhos a olhar para nós. ele ia caindo e não caiu e lá fomos nós.

a valsa foi do belenenses, os padrinhos cantaram-me um poema, o sogro uma guitarrada e os cunhados uma musica animada. do meu lado tá visto que tiveste menos sorte com artistas mas o circo estava montado.

passou a 1, as 2 ,as 3, as 4, as 5 e às 6 lá deram os friends e fomos para casa meio contrariados. 
dormimos em casa a primeira noite, a primeira noite da nossa casa. primeira de muitas, 2555 segundo diz a conta (e não contarmos com os bisextos)

foi um dia memorável, aquele em que todos estão lá por ti e pela tua felicidade, e isso sente-se.
obrigada mãe rita e pai zé por isso tudo. hoje também é o vosso dia.

sobre os outros 2555 dias meu sr amado, uns foram difíceis, outros horríveis mas a grande maioria foram de grande felicidade. o sonho do primeiro dia tem-se concretizado, vai se concretizando cada vez mais. é tipo uma viagem de montanha russa, vibras a cada subida e cada descida com as conquistas e o desarme do que aí vem.

trata bem de mim que eu trato de ti também. que venham mais 70

[credo que isto hoje vai longo]






















o noivo também teve até ao fim mas os fotógrafos só perseguem as noivas, já se sabe.

rosa amado

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