Doidos por chegar a ti- Rita

conheci a rita na faculdade. era uma fixe. eu não ia muito ás aulas (tanica tapa os olhos) e tinha poucos "amigos" de lá mas ela tinha qualquer coisa de mágico, sempre gostei dela.

no verão depois de ter ido fazer voluntariado a moçambique voltei às aulas em setembro e lá a encontrei de sorriso estampado: perguntou-me onde tinha andado, que estava com um ar super feliz. Contei-lhe o que tinha andado a fazer- na era em que não havia nem facebook nem instagram e as pessoas contavam as histórias ao vivo-, ela adorou o esquema. na semana que vinha seria a reunião de lançamento do ano seguinte, disse-lhe, ela ficou entusiasmada, depois disse-lhe que era um movimento católico e torceu o nariz- não era muito dessas cenas. mas arriscou, e quando achei que já tinha desistido, lá estava ela com a filipa - também da faculdade- sentada na primeira fila. foi nesse ano, e penso que no seguinte. no terceiro ficou responsável de todos os voluntários e na visita que fez ao terreno ficou em nossa casa- foi a ultima vez que a vi. já lá vão sete/oito anos.

um ano ou dois depois recebi um email dela a dizer que ia entrar numa congregação, queria ser freira. escreveu linhas e linhas de texto em que o sentimento que passava era o de uma enorme alegria e libertação. fiquei meio surpreendida e quase em choque, tinha passado algum tempo sem saber nada dela- sen dúvida que tinha. Fui ao Facebook  (4 anos depois já havia) ver fotos dela numa de perceber se tinha pirado, se estava bem. Parecia estar incrível, fotos de sorrisoes era o que continuava a aparecer- tal como me lembrava nela. Escrevi-lhe de volta e foi esse o registo entre o dia desse email e os dias de hoje: eu ia sabendo noticias dela à distância e ela minhas, às vezes trocávamos mais emails sobre algumas curiosidades levantadas pelas novidades recentes.

O ano passado quisemos fugir no fim de ano para fazer voluntariado em família, não conseguimos. As possibilidades que encontramos eram muito longe e não tinhamos dinheiro para irmos todos, não queríamos deixar ninguém em terra. Falei com a rita, que vivia na colombia na altura, e ela foi uma das pessoas que me deu alternativas de projectos que adoraríamos fazer, mas longe e por isso caros.

Ela não se esqueceu disso e quando em agosto veio para mais perto, mandou-nos mensagem para a irmos visitar. Férias contadas que nem tarefeiros e não deu para irmos. O bicho ficou.

Amanhã partimos para salamanca, vamos todos ter com ela e dedicar uma semana à causa dela e que tanto queremos conhecer. A fazer a mala percebi que tou mesmo entusiasmada e até entusiasmada de a ver. Fonix quero tanto saber dela, da vida que escolheu e poder estar outra vez ao pé daquele sorrizão.

Ritinha estamos doidos para aí chegar. Cheios de mini sonhos para sonhar convosco.

Até jaaaaa

rosa amado

1 comentário:

  1. Conhecemo-nos na faculdade... não nos davamos.. eramos do mesmo curso mas apenas trocamos palavras olá tudo bem.. é incrível como às vezes tiramos uma fotografia tão errada das pessoas.. a tua maneira de estar.. de falar... não sei explicar... parecias me uma pessoa fria.. distante... revoltada... que era tipo do contra :)... há um dia que me cruzo contigo no Facebook e vejo que tinhas andado a fazer voluntariado em Moçambique... caiu-me o queixo.. Moçambique .. terra onde aprendi a falar a andar.. onde quero voltar um dia.. de repente uma pessoa que eu achava super desligada.. afinal era ligadissima :) ligada a causas muito nobres... acompanho los amados e admiro-vos imenso.. fico à espera de notícias da Rita:) era uma fixe ela.. sempre com os olhos brilhantes e um sorriso enorme.. beijinhos grande (Ines Sardinha)

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